Em dez anos, indústria extrativa ganha maior participação na produção industrial brasileira

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G1 – 18/06/2020

A indústria extrativa ganhou mais relevância na produção industrial brasileira até 2018. Em dez anos, ela aumentou sua participação no setor em 5,1 pontos percentuais (p.p.) em detrimento da indústria de transformação, que encolheu na mesma proporção. É o que aponta a Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados são de 2018, quando a participação da indústria extrativa na geração de valor para o setor industrial brasileiro atingiu sua máxima histórica, de 14,7%. Em 2009, sua participação era de apenas 9,6%. A indústria de transformação, no entanto, permaneceu como a predominante no setor, mas teve sua participação reduzida de 90,4% para 85,3% na década.

De acordo com o IBGE, as atividades que mais contribuíram para a expansão da indústria extrativa foram as atividades de extração de minerais metálicos e extração de petróleo e gás natural. Estas duas atividades registraram aumento, respectivamente, de 3,9 p.p. e de 3,7 p.p. do valor agregado ao setor.

Já a indústria de transformação sofreu impacto negativo da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, que encolheu 3,8 p.p. de sua participação em valor agregado à indústria na década.

Em contrapartida, a fabricação de produtos químicos aumentou sua participação em 1,3 p.p. no mesmo período, alterando o ranking de atividades por valor agregado à transformação industrial.

A fabricação de produtos alimentícios se manteve no topo do ranking. Em 2018, ela respondeu por 18,3% do valor agregado à transformação industrial, com ganho de 2,6 p.p. em dez anos. Na segunda posição, permaneceu a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis.

A terceira posição do ranking foi invertida na comparação com 2009. A fabricação de produtos químicos superou a de veículos automotores, que passou para o quarto lugar em geração de valor. Na quinta posição, permaneceu a atividade de metalurgia.

Perda de 180 mil postos de trabalho

Em 31 de dezembro de 2018, a indústria brasileira empregava cerca de 7,7 milhões de trabalhadores. Na comparação com 2009, houve queda de 2,3% desse número de pessoal ocupado, o que equivale a aproximadamente 180 mil postos de trabalho fechados na década.

De acordo com o IBGE, o fechamento de postos ocorreu nas indústrias de transformação. Isso porque as indústrias extrativas registraram 14,4% de aumento na ocupação em dez anos.

Apesar disso, a indústria de transformação permanece responsável pela maior parte do pessoal ocupado na indústria geral. Segundo o IBGE, em 2018, 97,6% de todos os trabalhadores industriais brasileiros estavam ocupados em indústrias de transformação.