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Participação do Acre na produção do açaí na Amazônia Legal fica abaixo de 1%, aponta Boletim Econômico

Acre deixou de arrecadar mais de R$ 8 milhões com açaí entre 2019 e 2021
Acre deixou de arrecadar mais de R$ 8 milhões com açaí entre 2019 e 2021

Destaque na arrecadação de recursos na bioeconomia amazônica, a produção da extração do açaí gerou uma renda de mais de R$ 2 bilhões de receita entre os anos de 2019 e 2021. Nesse período, a extração do fruto na Amazônia chegou 674,6 mil toneladas, porém, o Acre tem uma participação de menos de 1% no mercado regional, chegando a 0,7%. O estado acreano produziu, durante o período avaliado, 4.682 toneladas.

Isso é o que mostra o segundo capítulo do 4º Boletim de Conjuntura Econômica, publicado nesta quarta-feira, 11. Os especialistas analisaram a produção extrativa de açaí na Amazônia e a defasagem dos preços no Acre. Os dados apresentados no estudo foram copilados de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o estudo, o açaí é produto nativo que se destaca na bioeconomia amazônica com uma produção que alcança entre 25% a 30% da renda regional da bioeconomia na Amazônia Legal. Nove estados compõem a Amazônia Legal, são eles:

  • Acre
  • Amapá
  • Amazonas
  • Rondônia
  • Roraima
  • Pará
  • Maranhão
  • Tocantins
  • Mato Grosso
Participação dos estados na produção de açaí na Amazônia Legal entre 2019 e 2021

Dos nove estados da Amazônia Legal, o Pará lidera a produção da extração de açaí com 152 mil toneladas, o que representa 67,6% do total acumulado no período avaliado. O estado do Amazonas é o segundo com maior participação, 19,7%, segundo do Maranhão, com 7,9%.

Juntos, Acre, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Roraima e Tocantins somam 3,41% de participação apenas. “A prática da produção de açaí na Amazônia Legal deve ser apoiada por programas e projetos na esfera do Poder Público, pois, ao ser produto natural florestal não madeireiro de maior expressão, seu funcionamento implica em impactos positivos (externalidades) na sociedade amazônicas e nacional, gerando trabalho e emprego, aumentando o PIB da Amazônia e do Brasil, contribuindo com a balança comercial através das exportações e atuando ecologicamente certa, no bloco da mitigação e combate às mudanças climáticas, ao estar mantendo em pé para seu aproveitamento, a maior e mais importante floresta do planeta”, diz parte do estudo.

No Acre, a tonelada do açaí foi comercializada a R$ 1.296 entre 2019 e 2021

Preços 

Ainda segundo o levantamento, sobre o preço médio, a tonelada do açaí foi vendida por R$ 3.081 entre 2019 e 2021. Tocantins foi o estado com maior preço neste período, chegando a R$6.706 a tonelada, seguido logo depois por Mato Grosso, com a tonelada saindo a R$ 5.780.

O menor preço observado foi no Acre, com um valor médio de R$ 1.296 a tonelada. Por ano, a comercialização da tonelada do açaí por esse valor gerou uma renda de mais de R$ 6,6 milhões. Contudo, essa arrecadação poderia ser de mais de R$ 14,4 milhões caso não houvesse uma defasagem de 137,7%.

“Ou seja, a implantação de uma política de melhoria dos preços do produto, capaz de corrigir essa defasagem, poderia chegar a uma renda anual de aproximadamente R$14.425, ao invés dos R$ 6 milhões atuais. Existe crescimento da demanda mundial, existe espaço para o crescimento dos preços e existe espaço para o aumento da produção de açaí no Estado do Acre, o que falta é uma política ‘agressiva’ de apoio e valorização do produto”, conclui o estudo.

 

Confira o estudo completo

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