Privacidade de dados: nova pesquisa global revela crescimento da preocupação com o tema na internet

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Por Redação – E-COMMERCE BRASIL – 18/04/2018

Cerca de 4 quintos dos usuários de internet na América do Norte estão preocupados com a privacidade online, dizendo que empresas de internet são a primeira fonte de suas preocupações. Este número era 5% maior que um ano anteriormente, mostra os últimos dados da CIGI-Ipsos Global Survey.

O salto, registrado em uma pesquisa divulgada durante o primeiro dia do eCommerce Week, reflete o crescimento da preocupação sobre privacidade de dados e segurança online. Conduzida pelo Centre for International Governance Innovation (CIGI) e o Ipsos, em colaboração com a UNCTAD e o Internet Society, a pesquisa também mostrou que mais de metade dos entrevistados em 25 economias da amostra estão preocupados com suas privacidades online este ano do que em relação ao ano passado. No Oriente Médio e a na África, o compartilhamento deste tipo de sentimento “mais preocupado” passou de 55% para 61%.

Os resultados do estudo, que foi realizado quatro vezes desde 2015, vem num momento de debate intenso sobre uso de dados por proprietários de plataformas digitais. “A pesquisa destaca a importância de adotar e adaptar políticas para lidar com a economia digital” disse Shamika Sirimanne, diretor de tecnologia da UNCTAD e do departamento de logística. “Parte dos desafios dos responsáveis por formular estas políticas é negociar holisticamente com um número de áreas – desde a conectividade e as soluções de pagamento até as qualificações e regulamentações”, disse.

Uma questão de confiança

A confiança na internet varia muito entre países. Em muitas grandes economias emergentes, como China (91%), Índia (90%), Indonésia (88%), Paquistão (87%) e México (84%), a maior proporção de usuários da internet declara ter confiança a Internet. Em comparação, as ações correspondentes no Japão e na Tunísia estão abaixo de 60%.

“Os recém-chegados à Internet podem não estar cientes dos potenciais abusos e riscos. No entanto, essa confiança é essencial para a expansão e o uso bem-sucedidos de plataformas de comércio eletrônico e sistemas de pagamento móvel em países em desenvolvimento ”, disse Fen Osler Hampson, diretor de segurança e política global do CIGI.

Entre as 25 economias cobertas pela pesquisa, a tendência geral é que mais usuários da Internet estejam começando a fazer compras online.

A parcela de entrevistados afirmando que a porcentagem daqueles que nunca compram online caiu de 22% em 2017 para 17% em 2018. No entanto, na Nigéria, Paquistão, Tunísia e Quênia, a maioria dos entrevistados ainda diz que nunca compra na web.

As principais razões pelas quais os internautas não fazem compras on-line é que eles não confiam em comprar online (49%) ou que ouviram falar de coisas ruins sobre as compras virtuais (25%).

A falta de confiança mantém as pessoas longe das plataformas de comércio eletrônico, principalmente no Oriente Médio e na África e na América Latina, o que sugere que os ganhos potenciais do comércio eletrônico não estão espalhados uniformemente em todo o mundo.

Pagamentos mobile

A pesquisa também mostrou grandes diferenças no comportamento do comércio eletrônico. Por exemplo, usar smartphones para fazer pagamentos é comum em muitos países em desenvolvimento.

Das 25 economias pesquisadas, os indivíduos são particularmente propensos a usar pagamentos móveis na China (94%), na Indonésia (93%), na Índia (83%) e no Quênia (79%). Entre as economias desenvolvidas, o maior uso é na Suécia (64%), enquanto o menor é na França (31%) e no Japão (29%).

Vale a pena?

Embora o ritmo acelerado da mudança tecnológica crie oportunidades e desafios, a maioria dos usuários da Internet (72%) acha que os benefícios da nova tecnologia superam os custos.

O nível de concordância de que a nova tecnologia “vale o que custa” é mais alto no Egito (92%), China (90%), Indonésia (90%), Índia (88%), Quênia e Brasil (ambos com 87%).

Por outro lado, na França, apenas 47% dos internautas concordaram com a afirmação de que os benefícios da nova tecnologia superam os custos.

A principal razão pela qual as pessoas sentem que os custos superam os benefícios da nova tecnologia é que a tecnologia pode resultar na perda de emprego. Na pesquisa, as iniciativas mais citadas para administrar a ruptura tecnológica foram programas de treinamento e desenvolvimento de habilidades fornecidos pelo governo (42%), seguidos por maiores esforços das empresas em levar em conta as conseqüências sociais e econômicas ao projetar novas tecnologias (39%). Uma parcela menor (17%) achava que os governos deveriam taxar os robôs.

Sobre a pesquisa

A equipe de pesquisa entrevistou 25.262 internautas entre 29 de dezembro de 2017 e 5 de março de 2018.

A pesquisa foi realizada em 25 países – Austrália, Brasil, Canadá, China, Egito, França, Alemanha, Hong Kong (China), Índia, Indonésia, Itália, Japão, Quênia, México, Nigéria, Paquistão, Polônia, República da Coréia, Federação Russa, África do Sul, Suécia, Tunísia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Para ver dados adicionais da pesquisa de 2018 e das edições anteriores, visite www.cigionline.org/internet-survey.

Fonte: UNCTAD

Presente no evento promovido pela ONU, o E-Commerce Brasil representará o país no dia 19/04, com os jornalistas Alice Pinha Wakai e Caio Colagrande. O tema abordado será “O papel que uma associação de e-commerce desempenha no desenvolvimento do canal de vendas nacional e internacionalmente”.